A Associação Comercial e Industrial de Ji-Paraná (Acijip), informou esta semana que a rede hoteleira, já não consegue mais atender toda a demanda da Rondônia Rural. Autoridades, empresários, funcionários já procuram vagas para se hospedar nas cidades circunvizinhas como Ouro Preto, Presidente Médici, Alvorada e até mesmo em Jaru.  A 8ª edição da feira, que acontece ente o dia 22 e 25 deste mês no Centro Tecnológico Vandecir Rack, conta com a expectativa de 100 mil pessoas nos seus três dias de realização.

A reportagem do Diário manteve contato, via telefone, com alguns hotéis da cidade e constatou que todos eles já não estão recebendo, nem mesmo pedido de reservas para este mês de maio. O empresário e proprietário de dois deles, Evandro Bernardi afirmou que todos os 80 apartamentos estão ocupados. “Todos os apartamentos já foram reservados e pagos desde o último mês de janeiro”, garantiu. Outro hotel, situada na avenida Marechal Rondon, com seus 36 apartamentos, também já não consegue mais atender a demanda. Uma lista com 36 interessados, espera ocorrer desistência. O setor de reservas de outro hotel do centro comercial, com 96 lugares, também não tem como atender os pedidos.

O empresário e presidente da Acijip, Hugo Araújo confirmou que a Rondônia Rural Show aquece, não somente a rede hoteleira, mais sim outros setores como alimentação (restaurantes), confecções (roupas) e empregos temporários. “Muitos restaurantes até se adaptam aos novos horários para poder atender os contratados que trabalham no Centro Tecnológico Wanderci Rack”, afirmou. Araújo também lembrou a Acijip criou o Núcleo de Restaurantes e Hotéis, com objetivo de contribuir para a melhoria dessas duas áreas.

Também para o presidente da Acijip, a Rondônia Rural Show é a melhor feira do agronegócio não só para Ji-Paraná, mais também ao Estado e toda a região norte. “Essa feira está entre as 10 melhores e maiores do Brasil, e isso, apenas com oito anos de existência”, comemora.

Além de movimentar o centro tecnológico, a Rondônia Rural Show também fomenta as áreas de transporte como táxi e aplicativo. O setor turístico também não fica atrás. “O melhor de todo esse movimento econômico é que o dinheiro fica aqui, o que ajuda a nossa cidade no seu desenvolvimento”, concluiu Hugo Araújo.

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Diário da Amazônia